Qual é a melhor alternativa para monetizar o bom conteúdo?

Não é novidade pra ninguém que é possível viver de um blog. Mas acontece que a maioria dos blogs que realmente ganham dinheiro, o fazem através de programas de afiliados como o Google Adsense, Mercado Livre, Submarino, etc.

Aí começa o problema, se um blogueiro quer ganhar dinheiro desta maneira, deve saber que o tipo de leitor que mais clica neste tipo de anúncio são aqueles que vêm ao seu blog por acaso, procurando algo no google. São os paraquedistas. Aos poucos o blogueiro vai aprendendo que, se quer ganhar dinheiro de verdade, precisa escrever coisas que serão muito buscadas no google. Esses assuntos são os hypes.

Mas há blogueiros que não querem entrar nesse jogo. Que são donos do seu próprio meio de produção de conteúdo (seu blog), não se interessam em entrar nos meios da grande mídia tradicional e conservadora, querem se manter independentes, fazem um trabalho realmente de qualidade, focado no bom leitor, no leitor fiel que assina seu conteúdo por RSS. Pra estes, o jogo hype-google-paraquedista-adsense não funciona.

Como é que este tipo de blogueiro pode viver do seu trabalho?

Marx disse que “O escritor deve naturalmente ganhar dinheiro para poder viver e escrever, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro”. Quem pensa deste modo não consegue se adaptar ao modo de monetização dependente dos paraquetistas. Vejo duas alternativas interessantes.

Fomento do estado aos blogueiros.

Um é o proposto por Antonio Martins para o Le Monde Diplomatique. “Seria possível, por exemplo, multiplicar o número de produtores de conteúdo oferecendo bolsas àqueles cuja ação é reconhecida por suas comunidades – territoriais ou virtuais – como promotora de formação e informação. Isso incluiria blogueiros, produtores de vídeos, músicos que produzem de forma compartilhada, fotógrafos. Os beneficiados pela bolsa teriam como responsabilidade aprender continuamente novas técnicas, e transmiti-las na comunidade”.

Poderíamos dizer que o Estado não tem obrigação de dar dinheiro para os produtores independentes de conteúdo. Poderíamos também dizer que ele não tem dinheiro para isso. Não seria verdade. A verdade é que o Estado Brasileiro já gasta centenas de milhões de reais com os oligopólios da mídia tradicional em forma de veiculação de propaganda estatal e empréstimos subsidiados. Não seria uma revolução, seria apenas natural que o governo investisse nos pequenos produtores de conteúdo de qualidade.

Postagens pagas

Outro modelo seria o de aproveitar a experiência do blogueiro, seu conhecimento na sua área, seu contato direto com seu público, para criar um canal de comunicação entre uma marca e seus clientes potenciais. Isso pode ser feito desde a maneira mais tradicional, o banner, até o patrocínio direto de um blog ou serviço (como é o caso do overmundo) ou a postagem paga.

É bom lembrar que postagem paga não é opinião paga. É uma empresa pagando por um serviço: a divulgação do seu produto ou serviço, um formador-de-opinião-longtail falando da sua marca, o diálogo direto com o cliente, entre outros benefícios. Mais do que isso, é marketing relevante, já que a postagem será lida por pessoas realmente interessadas por aquele assunto - pois o blogueiro de tecnologia não vai fazer uma postagem paga sobre um produto que não tem nada a ver com sua área.

Enfim, além recomendar que leiam também os textos dos amigos do Nossa Opinião sobre este assunto, quero também saber a opinião de vocês sobre a melhor alternativa para monetizar o conteúdo de qualidade, e o que pensam sobre postagens pagas.

Sustentabilidade | Designers, o problema é nosso.

Bloggers Unite - Blog Action Day O designer é uma peça chave em todo modo de produção vigente. O carro, o computador, a revista, o site, as embalagens, os móveis, eletrônicos… Há um designer por trás de praticamente tudo que consumimos.

Sustentabilidade.

Todos os dias nós somos confrontados com os problemas do meio-ambiente. Sustentabilidade nunca foi um tema tão importante no nosso dia a dia. Sabemos com segurança que, se ninguém interferir, as próximas gerações não sobreviverão num mundo devastado pela ganância humana.

O papel do designer.

É o designer que decide quase todas as questões que definem se um produto será ou não reciclável, se usará papel novo, a quantidade de energia que utilizará, os resíduos gerados pela produção, entre tantas outras questões relacionadas ao meio ambiente. Portanto, está nas nossas mãos, mas mãos dos designers, projetarmos uma sociedade sustentável.

Seria ingenuidade afirmar que sozinhos os designers têm poder para mudar o mundo. Há muito mais gente envolvida em cada projeto - alguns, com muito mais poder. Mas a nossa parcela de responsabilidade é enorme.

O papel do consumidor.

É claro que o consumidor também tem um papel fundamental nesta questão. O designer pode projetar um produto que não agride o meio-ambiente, mas este projeto pode ser cortado por seus patrões - para reduzir custos, por exemplo. Aí cabe ao consumidor, a todos nós, fazermos a nossa parte: preferindo marcas ambientalmente conscientes.

Assim, por uma questão de mercado - e não de consciência, porque isso eu não espero muito dos donos dos meios de produção - cada vez mais empresas passarão a desenvolver seus produtos de maneira sustentável.

Uma chance para as próximas gerações.

Então, talvez, com a ajuda dos designers e dos consumidores, bem como da sociedade pressionando políticos e empresas a agirem de maneira consciente, talvez as próximas gerações tenham chances melhores de sobreviver.

10 motivos para doar órgãos.

Estou participando de uma rede de blogs chamada Nossa Opinião, que pretende fazer postagens sobre um determinado assunto quinzenalmente. Hoje o assunto é: Doação de Órgãos.

Como eu não tenho nenhuma informação sobre este assunto que possa realmente edificar o leitor - enquanto meus colegas no nossa opinião fizeram postagens muito boas - resovi fazer uma lista: 10 motivos para doar órgãos.

  1. Não dói - já que você estará morto mesmo.
  2. Você não vai sentir falta nenhuma dos órgãos doados, já que não tem nenhuma chance de você precisar usar algum deles.
  3. Se você é religioso e acredita em ressurreição - e por isso pensa que poderá um dia sentir falta do órgão doado -, aproveite e acredite também que se existe alguém poderoso o suficiente pra ressuscitar uma pessoa, fazer um órgão novo deve ser baba.
  4. Pra você, depois de morto, não tem mais jeito. Pra pessoa que precisa do órgão tem.
  5. É grátis.
  6. Órgãos não são coisas que se encontra em qualquer lugar, nem podem ser fabricados (ainda). Por isso, estão em falta.
  7. É uma das poucas boas-ações que (sabemos com certeza que) se pode fazer depois de morto.
  8. Se alguém ainda duvidava que você foi uma boa pessoa em vida, essa ação tira todas as dúvidas.
  9. Não pense que você está doando um órgão. Você está doando uma vida.
  10. Não esqueça de avisar sua família que você é doador, se não não adianta nada - ok, não é um motivo, mas é sempre bom avisar :)

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