Buzzword, o novo “Word” online da Adobe, é melhor que Google Docs

A Adobe é dona de uma tecnologia para web que a coloca acima de qualquer outra empresa nessa área. Basta dizer que ela é dona do photohop e do flash, dois programas que dominam seus mercados, quase sem concorrência.

Com toda essa tecnologia, seria estranho continuar vendendo licenças de software e não entrar na onda do . Eles perceberam isso e estão lançando hoje duas novidades: o Buzzword e o Adobe Share. O primeiro é um processador de textos online e o último um serviço de compartilhamento de documentos.

Buzzword, o primeiro processador de textos real online.

Vamos combinar: o Google Docs, que eu uso e gosto muito, não é realmente um processador de textos, é um editor de html WYSIWYG. Pensando assim, o Buzzword - que era da empresa Virtual Ubiquity, recentemente comprada pela Adobe - é o primeiro programa online que é realmente um processador de textos.

buzzword-thumb.png

Qual é a diferença?

O Buzzword foi desenvolvido através do framework Flex, da Adobe. Ele roda sobre a última versão do plugin Flash. Isso dá a ele poder para ter algumas funcionalidades que o diferem de qualquer outro editor online:

  • Qualidade superior da tipografia.
  • Capacidade de editar o layout de cada página (de papel, não de web).
  • Clicar e arrastar imagens para qualquer posição da página, enquanto o texto se alinha automaticamente ao redor.

Fora isso, segundo o TechCrunch, o programa tem funcionalidades básicas de qualquer outro processador de texto online como inserir tabelas, imagens, histórico de edições, compartilhamento fácil, colaboração em tempo real, correção ortográfica, etc.

Mas o Google Docs continua na frente.

Por mais superior que o Buzzword seja, o Google Docs continua, e provavelmente continuará por um bom tempo, em primeiro lugar entre os programas do gênero.

Ao citar os motivos de tal liderança, Tim O’Reilly cita o que um amigo seu chama de “os três Fs”: “First, Fabulous, or F***ed.” (Primeiro, Fabuloso ou está F***dido).

Lançado como a startup Writely, que foi mais tarde comprada pelo Google, o Docs foi o primeiro programa realmente bom do gênero a ser lançado online. É muito difícil para uma pessoa que tem dezenas de documentos no Docs migrar para o Buzzword.

Também no ramo de compartilhamento de documentos.

Além de entrar de cabeça no ramo do Office 2.0, batendo de frente contra a Microsoft e o Google, a Adobe também lançou uma ferramenta de compartilhamento de documentos chamada Adobe Share.

Alem de oferecer 1GB de espaço, uma das coisas mais interessantes do serviço é que ele promete oferecer um widget para pre-vizualização dos documentos. Assim será fácil inserir, por exemplo, um PDF em um blog, como um vídeo do Youtube.

Rsizr | Redimensionamento milagroso de imagens já existe!

Lembram do “Algoritmo milagroso de redimensionamento de imagens”? Eu me lembro de minha mulher vir até o meu computador ver o que é que estava acontecendo pra eu falar tanto “nossa!”, “caramba!”, “uau!”…

Era uma promessa de um software, que aliás foi comprado pela adobe, que redimensiona imagens sem distorcê-las, retirando partes “menos importantes” como o céu ou a grama e mantendo partes mais importantes como você e sua família.

Se você não viu ainda, vale dar uma olhadinha no vídeo abaixo.

A novidade: já fizeram um software usando esta tecnologia, online!

rsizr_logo.gifO Rsizr é provavelmente algo muito parecido com o que será o photoshop express: um software de edição gráfica online. Feito em flash, o programa é muito rápido, leve e fácil de usar, principalmente pra quem já usa o photoshop, já que ele tem várias similaridades com a interface do programa.

rsizr.jpg

Além da funcionalidade de redimensionar usando o algoritmo citado acima, o programa também tem outras funções básicas como recortar, girar e otimizar como jpg.

Antes e depois.

Veja abaixo um teste que eu fiz com o Rsizr. Perceba que na imagem menor o tamanho da moça com o guarda-chuva e do menino é exatamente o mesmo da imagem original, o software só removeu partes do céu e da relva.

Antes

Depois
madame-monet-and-her-son_rsizr.jpg

A polêmica

Rolou entre a comunidade de designers e fotógrafos alguma polêmica a respeito deste algoritmo. O problema é: quem disse que partes de uma composição como o céu e a relva, são desnecessárias ou supérfluas? No caso do trabalho de Monet mostrado acima, parece óbvio que a imagem original é muito mais poderosa, muito mais bonita.

Vem pra ajudar

Mas de qualquer maneira, esta é mais uma ferramenta que, ao lado de outras, vem para ajudar no trabalho. E por ser online, gratuita e tão fácil de mexer, é ótima opção para edição rápida de fotos.

Adobe revela screenshot do Photoshop Express - versão online do programa

photoshop-express.jpg

Como sabemos desde fevereiro, a Adobe vai lançar uma versão online do Photoshop. A novidade é que já tem uma prévia da tela do programa. Além disso, já sabemos o nome da versão: Photoshop Express.

Quem dá a notícia é o gerente de produtos responsável pelo Adobe Photoshop, John Nack. Segundo ele, a idéia não é replicar todos os features do photoshop, mas tornar a tecnologia de edição de imagens disponível a um público mais amplo.

Na minha opinião, será um forte concorrente, não só dos similares que já existem, bem como do Gimp, como também do próprio photoshop, que em sua versão pirata alternativa é largamente utilizado para retoques básicos, dos quais a versão online certamente dará conta.

Minha impressão é que a Adobe tem uma estratégia parecida com a Microsoft: entra no mercado depois de todo mundo, mas com muito peso.

[via Techcrunch]

Adobe Air traz aplicativos web para o desktop

Uma conversa entre programadores num futuro próximo:
- Então nós tivemos que integrar o software desktop com a plataforma web…
- Como assim desktop?
- É que naquela época (nossa, como eu estou ficando velho) não dava pra usar o mesmo programa no computador ou na web. Eram coisas completamente diferentes…

A adobe lançou hoje o produto cujo codinome era Apollo e que foi batizado em sua versão beta de Adobe Air, ou Adobe Integrated Runtime.

O produto basicamente promete fazer com que aplicativos web funcionem no desktop, usando Html/Ajax ou Flex/Flash.

Assim, junto com o novo Google Gears, caminhamos para a diminuição das diferenças entre programação para web e desktop.

Na sua opinião, quais são as vantagens de ter um aplicativo online instalado no desktop? O que ganhamos com isso?

Google lança a Web 2.0 offline

Um dos maiores problemas da web 2.0, principalmente no que se refere a softwares online, e mais principalmente ainda no Brasil onde a infra-estrutura não é lá nenhuma maravilha, é: o que eu faço se faltar internet?

O Google lançou na última semana o Google Gears, uma extensão para navegadores que possibilita a utilização de aplicativos web mesmo quando o computador não está conectado à internet.

A novidade é especialmente empolgante para quem usa notebook - o que não é o meu caso, infelizmente.

O Google Reader é um dos primeiros programas a utilizarem a tecnologia. O usuário já pode “instalar” o programa no navegador e “baixar” as ultimas notícias para ler depois, quando o computador não estiver conectado.

Segundo o O’Reilly Radar, o Google está colaborando com a Adobe, para que o a plataforma Apollo - que tem como objetivo trazer a programação web para o desktop - suporte a API do Gears, ou seja, para que programas feitos online que funcionam offline pelo Gears funcionem futuramente no desktop pelo Apollo.

Em outubro de 2006 eu escrevi um artigo apresentando o conceito . Lá eu falei sobre vários “bugs” que o conceito tinha. Bem… um a menos :)