Produtividade geek | O outro lado da coisa
Publiquei o artigo sobre produtividade geek no webinsider. É a 5a entre as 10 mais lidas do site. O interessante é que lá, diferente de cá, há bastante leitores que são administradores de empresa de TI e que não são geeks, por isso rolaram comentários muito polêmicos.
A discussão tem sido boa e eu penso que os dois lados, chefes e empregados, estão parando para pensar sobre esta questão. Os geeks defendem com garras e dentes que as liberdades são importantes e necessárias. Alguns administradores dizem que a liberdade faz cair a produtividade da empresa e que é arrogância nossa pedir este tipo de coisa.
Quero aproveitar para dar mais um pitaco, desta vez defendendo um pouco os chefes.
O Abujamra, no seu excelente programa na TV Cultura diz no final de cada episódio aos seus entrevistados: “diga o que quiser, enforque-se nas cordas da liberdade”. A liberdade às vezes é como a roda do carro que o cachorro persegue, quando o carro para e ele consegue a roda, não sabe o que fazer com ela.
O que estou tentando dizer é que há geeks e geeks. Digo, geeks que são bons profissionais, responsáveis, produtivos, e “geeks” que passam os dias brincando entre o orkut e o msn quando têm liberdade para isso.
Quero ressaltar que a liberdade deve ser condicionada à produtividade. Que o geek deve poder controlar seu ambiente, sua luz, seu horário, etc, para ser mais produtivo para a empresa.
O administrador que quiser correr o risco de ousar dar liberdade para os geeks deve ficar atento a isso: a produtividade deles aumentou ou diminuiu? Agora que não são interrompidos e têm privacidade para fazer o que quiserem, produzem mais ou menos ?
Eu não penso que os geeks são melhores que outros funcionários, só são diferentes. Geralmente eles gostam de trabalhar, desde que em certas condições e ambientes adequados, e quem trabalha porque gosta produz muito mais do que quem trabalha obrigado, irritado, estressado e por pura necessidade.
Tratar o geek como mais um empregado normal e ser rígido com seu ambiente e com as regras é dar um tiro no pé.



22/03/07 às 5:02
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23/03/07 às 14:26
Foi muito boa a sua iniciativa de colocar a pergunta no ar. Não é de hoje que as empresas precisam repensar como tratar seus funcionários. Mandou bem Gilberto.
Grande abraço
23/03/07 às 18:19
Ótimas ressalvas. Não é oba-oba, carnaval. É um empregado que é pago para produzir. Contudo, se essa produção for facilitada pelo empregador, tudo fica mais simples e as coisas dão certo.
12/04/07 às 20:04
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